Foto: Milena Abreu
O XI Enecult foi palco de diversos minicursos na manhã do dia 12, quarta-feira. Um deles foi o de Incubação como fomento a economia criativa, ministrada pela doutoranda Julia Zardo, gerente de cultura empreendedora do Instituto Gênesis da PUC-Rio e coordenadora do projeto Rio Criativo.
A incubadora é um projeto que, há 20 anos, ajuda empreendedores a montar suas empresas, mas na maioria do Brasil só há incubadoras de projetos em tecnologia. No Rio, o projeto passou a abranger a área de cultura no ano 2000, tornando-se a primeira incubadora cultural da América Latina, e já passaram por lá cerca de 60 empresas.
Em sua apresentação, Julia afirmou que nem todos os projetos vão para as incubadoras - onde se trata a ideia do projeto. Ela conta que alguns já podem ir direto para as aceleradoras, para receber ajuda física em um projeto já iniciado.
A plateia foi composta de professores de universidade, membros de observatórios de cultura e pessoas com ideias empreendedoras, que foram ao minicurso com a intenção de levar um projeto de incubadoras culturais a suas cidades.
A palestrante já esteve em outras edições do encontro, que definiu como "super representativo para a área de cultura". Ela ainda comentou sobre o novo formato que foi adotado em 2015: "é muito interessante o Enecult estar abrindo esses espaços pra falar um pouco de gestão, de sustentabilidade", afirma.
O XI Enecult é realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT), Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura) do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC) e Faculdade de Comunicação (Facom). O evento conta com o patrocínio da Fapesb, Capes, Ministério da Educação e Ministério da Cultura, e com a parceria do Itaú Cultural, Observatório Itaú Cultural, Mercado Criativo – A Feira e Agência Agosto.
Texto: Beatriz Bulhões

