Na tarde de sexta-feira (29.08), algumas comunicações apresentadas no eixo temático Culturas e Artes analisaram obras de diversos autores, como Chico Buarque, Nelson Rodrigues, José Saramago e Fernando Arrabal, e abordaram questões raciais na sociedade brasileira contemporânea e a crítica de arte como mediação.
O primeiro artigo intitulado Em busca da “Língua-Húngara”: Um olhar “etnográfico” do leitor sobre o romance Budapeste de Chico Buarque, foi apresentado por Fabiana da Silva Campos Santos. A autora fez uma análise sobre o romance Budapeste, de Chico Buarque e buscou mostrar a linguagem, ou sua impossibilidade, como a grande personagem dessa história. Logo depois, Andréa Beraldo Borde, autora do trabalho Dramas de uma menina sem estrelas: Cegueira, memória e crítica social em Nelson Rodrigues, analisou a trajetória de vida de Nelson Rodrigues e teve como obra principal do autor o livro A menina sem estrela, uma homenagem a sua filha Daniela, que nasceu cega, surda, muda e com paralisia cerebral. Andréa abordou também as tragédias familiares de Nelson e de como o autor as interpretava em seu trabalho.
Paulo Octávio Nunes Dias Teixeira deu sequência à sessão de trabalho com o artigo A Lisboa de Saramago: Representação da cidade moderna e diálogo cultural, que se propôs analisar o romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago, e buscou mostrar as relações entre a literatura e experiência urbana e cultural de Lisboa. Em seguida, Wilson Coêlho Pinto, apresentou seu artigo chamado Carta ao General Franco ou uma dramaturgia do terror, onde abordou a ideia de carta, suas teatralidades e seu conjunto de significações, e onde fez também uma análise sobre a crueldade e o terror, tudo isso baseado na obra de Fernando Arrabal, Carta ao General Franco.
Na penúltima apresentação, A crítica de arte como mediação: entre o contexto acadêmico e o midiático, escrita por Edivanildo Flauberte Correia de Afonso, o autor discutiu a relação entre a crítica tanto no contexto acadêmico, como no midiático e salientou a importância do tempo e do espaço para ambos os contextos. Já na última comunicação, apresentada por Marília Flores Seixas de Oliveira, cujo título dado foi A demarcação simbólica de um quilombo urbano: a ação “Zumbi Somos Nós” da Frente 3 de Fevereiro, a autora propôs uma reflexão sobre questões raciais na sociedade brasileira contemporânea e a criação de estratégias artísticas para responder a estas questões, inscrevendo na vida cotidiana novas formas de olhar, pensar e agir.
Confira a apresentação de Paulo Octávio Nunes
Leia a apresentação de Andréa Beraldo Borde
Sala: 103 (PAF V)
Data: 29/08/2014 (sexta-feira)
Horário: 14h
Participantes: Fabiana da Silva Campos Santos (UFPE), Andréa Beraldo Borde (UFBA), Paulo Octávio Nunes Dias Teixeira (UFBA), Wilson Coêlho Pinto (UFF), Edivanildo Flauberte Correia de Afonso (UNEB) e Marília Flores Seixas de Oliveira (UESB).

