Feirinha é palco de muita diversidade e é parada obrigatória para os participantes do ENECULT

Por Maria Gabriela Vidal

Ao caminhar entre os stands expostos na feira organizada pela Associação dos Artesãos da Bahia (ADABA) percebe-se uma mistura de estilos diversos que compõem o ambiente aconchegante residente na Praça das Artes, próxima ao PAF III, no Campus de Ondina. Em segundo dia de feira, artesãos não se intimidam pela chuva nesta manhã e seguem otimistas de mais vendas até o final do Congresso.

Culinária diversificada, artesanato e música são os principais atrativos da feira, sem deixar de lado o stand de venda de livros da EDUFBA também presente na exposição. Para Bruno Sofrozine, membro responsável pelo setor de eventos na editora, é extremamente relevante a presença da venda de livros no evento: “O ENECULT é um evento nacional voltado para a cultura, a EDUFBA se faz relevante devido ao nosso acervo diversificado”.

É interessante notar que no olhar de cada artesão ali presente reside uma vontade de deixar uma marca nos visitantes, seja por um artigo vendido ou expor seu trabalho de artesanato, valendo-se do ENECULT como lugar de pertencimento e reconhecimento dos trabalhos expostos.

Diversas histórias de vida circundam a feira. Exemplo disto é a artesã e instrutora de artes Rosane Leite, integrante do Instituto de Pesca Artesanal de Ilha de Maré (IPA), onde desenvolve um trabalho de auxiliar as marisqueiras no reaproveitamento das escamas de peixe, transformando-as em artigos para venda, obtendo assim uma renda extra.
Outros artesãos também relatam suas experiências, como é o caso de Yamargá, guarani nativa do Rio Grande do Sul, residente na Bahia há 20 anos, que relata ter estado ausente por três anos no ENECULT e que está muito feliz pela volta ao evento: “Para nós a UFBA é nossa vida, nossos filhos estudam aqui, nós participamos das exposições daqui.”

Representantes do Projeto Mãos que Transformam, presente no bairro de Cajazeiras-SSA relatam com entusiasmo a estreia no evento: “Tá sendo uma experiência muito boa! Estamos na luta com o nosso trabalho há uns dois anos”, contam Maria e Valdiméia.

Temos na feira as figurinhas carimbadas como Eliana Rebouças e Selma Leal, veteranas no ENECULT . E novatos a exemplo de Yasmin (ex-aluna da Ufba, graduada pela Faculdade de Arquitetura da UFBA) relata sua primeira vez no evento como expositora: “Tá sendo bacana, o movimento está dentro do esperado, até por conta da universidade estar em recesso.” Outro artesão que também já possui a UFBA como seu ambiente de vivência rotineira, Daniel Lira, idealizador da grife “Preto fala de amor”, declara que o campus Ondina já se tornou seu principal ambiente de vendas. “O importante com as nossas estampas é mostrar que o homem pode sim se expressar de maneira afetiva, transmitindo essa sensibilidade, que é do ser e não, do sexo.”Algo consensual entre todos os expositores é o espírito otimista, aguardando novos visitantes até o final do Congresso.

Nem só de artesanato vive a Feira, muitos stands de comidas diversas satisfizeram a fome dos participantes do evento. Comida vegana, churrasco, acarajé, doces tem lanches e almoço para todos os gostos.

Yoga do Riso

No comecinho da tarde, às 13h, aconteceu a Yoga do Riso, comandada pela professora Helena Matos, que fez os participantes rirem sem dó, além de baterem palas e darem pulos. Em contato com a técnica há cerca de 2 anos, ela nos contou que rir, mesmo que de forma forçada, pode trazer inúmeros benefícios e bem estar para quem pratica.

Confira fotos de Dan Figliuolo: