Lançamento de livros 2023

Serão lançados durante o Enecult onze publicações em diversas áreas dos estudos da cultura. O lançament acontecerá no dia 24 de agosto, às 19h, no Pátio do Goethe-Institut Salvador-Ba. Confira os títulos, autores, capas e resumos:

Comunicação Estratégica e Gestão de marcas (Edufba)

Adriano Sampaio, Giovandro Ferreira e Claudiane Carvalho

Com uma linguagem leve, buscamos auxiliar a quem deseja iniciar e/ou aprofundar seus estudos e práticas profissionais nessa área em franca expansão no país e no mundo. O livro busca orientar, de forma didática, os passos para a construção de estudos teóricos e/ou aplicados em comunicação organizacional e está subdividido em quatro seções: I. “Pesquisa, planejamento e projetos em comunicação estratégica”; II. “Dimensões da comunicação estratégica”; III. “Gestão de marcas e comunicação estratégica”; e IV. “Comunicação estratégica, interfaces multidisciplinares e perspectivas”. Já os capítulos foram escritos seguindo uma forma de diálogo a partir das reflexões das(os) professoras(es) e parceiras(os) do curso de especialização em Comunicação Estratégica e Gestão de Marcas da UFBA sobre as suas principais áreas de estudo e atuação profissional. Reunimos, aqui, as discussões de um grupo considerável de autores do domínio da comunicação e da cultura que se destacam no Brasil.


Criatividade e Emancipação nas Comunidades-Rede (WMF Martins Fontes)

Cláudia Sousa Leitão

Esta publicação oferece subsídios originais para a reflexão e a formulação de políticas públicas de economia criativa no Brasil voltadas para a construção do desenvolvimento sustentável na perspectiva das sociedades em rede, com envolvimento e emancipação das populações em seus territórios para a superação da desigualdade, da violência e do autoritarismo.

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Desinformação, regulação das plataformas e direitos digitais (Letramento)

Rodrigo Vieira Costa (organizador)  

Nos últimos anos, o fenômeno da desinformação ocupou a atenção dos noticiários, do cidadão comum, dos cientistas, da vida política e institucional de países e organismos internacionais, bem como dos agentes econômicos ao redor do planeta. Seus efeitos nefastos foram sentidos em vários âmbitos, principalmente durante a pandemia do novo corona vírus e em processos eleitorais recentes, pleitos até anteriores à proliferação da COVID-19. As consequências de sua disseminação massiva para as democracias no mundo, para o gozo pleno da liberdade de informação, para a liberdade de expressão, para os direitos à saúde e à vida, enfim, para o cotidiano dos seres humanos e a saúde dos sistemas político, econômico, social e cultural, são imensuráveis, vezes irreparáveis. Esta coletânea pretende contribuir de alguma maneira com o debate do enfrentamento à desinformação no Brasil.

Desvios Decoloniais no Cinema Brasileiro Contemporâneo     (Devires)

Fayga Moreira

Esta obra oferece uma leitura inovadora e crítica sobre o projeto da modernidade, abordando a sua relação com a colonização e o cinema brasileiro. Ao longo das páginas desta obra, os leitores são provocados a repensar o eurocentrismo e a colonialidade do ver, por meio de referências do cinema contemporâneo. Sempre tendo como horizonte crítico os estudos decoloniais, que alertam para o fato de que o fim da colonização não implicou o fim das colonialidades. "Desvios decoloniais no cinema brasileiro contemporâneo" não se limita a uma reflexão estética sobre os filmes selecionados, mas, especialmente, destaca o cinema como um dispositivo político de transformação. Através dessa forma de expressão artística, são criados mundos e sensibilidades possíveis e pensáveis, que tanto corroboram desigualdades quanto podem participar da emancipação e resistência dos sujeitos subalternizados e invisibilizados pela geopolítica do sistema moderno-colonial.

Dinâmicas contemporâneas do setor editorial: o viés do mercado independente e regional da Bahia (Edufba)

Carolina Dantas, Giuliana Kauark, Flavia Rosa, Carmen Lima     

O setor editorial começou a se estruturar no Brasil há cerca de um século e meio. Todavia, por razões econômicas e mercadológicas, percebemos desde então uma centralização de recursos tecnológicos, humanos, comerciais e institucionais no Sudeste. Diante da dificuldade em estabelecer concorrência com uma cadeia produtiva historicamente consolidada, editoras atuantes nas demais regiões brasileiras tendem a permanecer regionalizadas. Neste livro, nos debruçamos sobre um mercado editorial regional, o da Bahia, buscando compreender tanto sua história como suas dinâmicas contemporâneas e produzir dados sobre a articulação entre editoras e demais agentes da produção editorial e da política setorial no estado. Considerando a relevância social e os desafios culturais, educacionais, políticos e econômicos relacionados ao livro e à sua cadeia produtiva, é que os estudos e a produção de dados e análises acerca da própria diversidade que compõe o setor editorial tornam-se fundamentais para o desenvolvimento de políticas que abarquem as diferentes realidades de atuação de autores/as e editoras no país.

Federalismo cultural em tempos nacionais sombrios (Edufba)

Alexandre Barbalho, Lia Calabre e Albino Rubim (organizadores)

A coletânea reúne artigos que analisam a situação das politicas culturais subnacionais (estados, municípios e Distrito Nacional) no período dos governos Temer e, em especial Bolsonaro.

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Gestão cultural em movimento (Editora Dialética)

Bárbara Heliodora Andrade Ramos  

A discussão proposta por este livro está baseada em questões suscitadas durante a minha pesquisa de mestrado, que resultou na Dissertação A ESPECIFICIDADE DA GESTÃO CULTURAL NO BRASIL: UMA LEITURA CRÍTICA DOS ANAIS DO ENECULT (2005 -2014). Foi apresentada em agosto de 2015, em Niterói/RJ, junto ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal Fluminense, Área de concentração: Estudos das Organizações no Brasil. Linha de Pesquisa: Estado, Organizações e Sociedade. Fui orientada pelo Prof. Dr. Frederico José Lustosa da Costa. O objeto desta investigação é a Gestão Cultural, suas especificidades, dimensões, características e complexidades. O objetivo da pesquisa foi identificar, classificar e sistematizar a produção acadêmica sobre a Gestão Cultural, no campo da política e da produção cultural, dentro do marco teórico referenciado ao contexto brasileiro. Buscou-se perceber como se realizava a construção das bases teóricas dos processos de gestão no âmbito da Cultura. Discutiu-se a definição de Gestão Cultural referenciada ao contexto brasileiro, apresentada por estudiosos da área. Procurou-se aprofundar o entendimento dos pesquisadores sobre a definição da Gestão Cultural. As informações obtidas pela pesquisa são confrontadas com os conceitos extraídos da Literatura pertinente. Dada a abrangência e a complexidade da matéria, a argumentação apresentada foi de caráter sucinto. Este livro está estruturado em 06 capítulos seguindo a mesma lógica de apresentação da Dissertação. O primeiro capítulo, a Introdução, contextualiza a temática, a justificativa e o problema da pesquisa e estabelece os objetivos para sua realização, bem como as hipóteses que nortearam a investigação. O segundo capítulo, Gestão Cultural: reflexões teóricas, discute o estado da arte e as bases teóricas dos processos de gestão no âmbito da Cultura. As noções preliminares de temas como: Cultura, Gestão/Administração/Gerência e Gestão Cultural são apresentadas por estudiosos da área para esboçar uma definição de Gestão Cultural. O terceiro capítulo, Metodologia, apresenta a trajetória metodológica da pesquisa e inclui a delimitação da pesquisa, a coleta de dados e os critérios de análise. O quarto capítulo, Panorama da Produção Intelectual sobre Gestão Cultural, apresenta os resultados da pesquisa realizada nos Anais dos Encontros de Estudos Multidisciplinares em Cultura (ENECULT) no período entre 2005 a 2014. O quinto capítulo, Considerações Finais, examina os objetivos da pesquisa à luz da análise geral dos dados. Apontam-se algumas ideias conclusivas e sugestões para pesquisas futuras. O sexto capítulo apresenta algumas reflexões decorrentes dos congressos e seminários nacionais e internacionais que participei discutindo e ampliando meus conhecimentos sobre a temática da gestão cultural. Como o próprio título do livro sugere Gestão Cultural – Conceito em MOVIMENTO, de antemão esclareço que se trata de uma visão panorâmica do tema. A análise aqui em movimento permanente suscita ao leitor compreender por que a gestão cultural pode abarcar práticas da integração cultural na América latina indicando alguns aspectos subjacentes aos significados da desigualdade e dos desafios atuais.

O funk na batida: baile, rua e parlamento (Edições Sesc SP)

Danilo Cymrot

Este livro apresenta a história do funk, gênero musical de imenso sucesso popular no Brasil e no exterior, que gera recursos financeiros e a inclusão de sujeitos sociais marginalizados. Comumente associados à criminalidade, à violência e ao mau gosto, os frequentadores dos bailes são alvo constante de repressão policial e legislação proibitiva. Ao mesmo tempo, o ritmo é sinônimo de alegria, sensualidade, sucesso, glamour e ostentação - de brasilidade. No estudo que deu origem à obra, o autor traz a diversidade de estilos, valores e comportamentos nos bailes de São Paulo e Rio de Janeiro. Também demonstra como a criminalização do funk, assim como um dia ocorreu com o samba e a capoeira, vai muito além do rechaço a uma manifestação cultural, revelando muito mais sobre a sociedade brasileira do que se pode imaginar.

Políticas culturais: diálogos possíveis (Edições SESC SP)

Antônio Albino Canelas Rubim

Neste livro, Albino Rubim, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), reúne suas reflexões sobre os desafios que a cultura enfrentou e ainda enfrenta para continuar a se desenvolver e disseminar pelo grande território que é o Brasil. Tópicos como gestão cultural, financiamento e fomento à cultura, planos culturais, importância das universidades e desafios e dilemas no âmbito cultural são analisados, tendo como contraponto a passagem de Gilberto Gil pelo Ministério da Cultura (2003-2008) e a experiência do próprio autor como secretário de Cultura da Bahia (2011-2014).

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Romance de formação: Funarte e política cultural (1976-1990) (Edições SESC SP)
Isaura Botelho

Vinte anos após sua primeira edição, este estudo ganha edição atualizada num momento em que a política cultural reconquista espaço e relevância nas ações governamentais, após um período de profunda negligência e sucateamento. Baseado em pesquisa e na experiência da autora na implantação de frentes amplas de incentivo às manifestações artísticas brasileiras, o livro abrange o período que vai da criação da Funarte, durante a ditadura civil-militar, até a redemocratização do país. Enfatizando os embates entre diferentes visões do campo da cultura, ele segue atual e reflete como as ações do passado podem indicar saídas para os desafios do futuro.

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Viver de Cultura (Prefeitura de Niterói)

Juliana Carneiro e Lia Baron (organizadoras)      

O livro “Viver de Cultura” é o terceiro volume da coleção “a_ponte”. A coleção a_ponte tem a chancela da Cátedra Unesco de Políticas Culturais e gestão e faz parte de um conjunto de iniciativas para o fortalecimento de reflexões, pesquisas e debates sobra a cultura brasileira e suas interlocuções com as políticas voltadas para o setor. O objetivo da coleção é estimular e difundir o pensamento sobre os fluxos contemporâneos de produção e gestão cultural reunindo autores com reconhecida atuação na área. O livro foi organizado pelas pesquisadoras Juliana Carneiro e Lia Baron e tem artigos de: Alexandre Barbalho, Clarice Calixto, Cláudia Leitão, Danielle Canedo. Frederico Barbosa, George Yúdice, Guilherme Varella, Gustavo Portella, Jaqueline Fernandes, João Luiz de Figueiredo, João Guerreiro, Lia Calabre, Lia Baron, Luciana Adão, Luiz Otávio Ribeiro e Marília Ortiz. Os textos tiveram o desafio de refletir sobre duas provocações iniciais: “Como é possível viver de cultura? Como a cultura pode ajudar a viver?” Tais questionamentos se tornaram mais explícitos a partir do ano de 2020, quando foi deflagrada a crise sanitária causada pela covid-19. Por um lado, ela trouxe dificuldades radicais de subsistência aos profissionais da cultura - dificuldades essas que apresentam raízes históricas, que vinham se aprofundando nos últimos anos. Por outro lado, a conjuntura de crise demonstrou como a cultura pode se mostrar vetor de atenuação de crises sociais, uma vez que mobiliza ânimos de inovação, articulação e solidariedade. É difícil viver de cultura, mas a cultura ajuda a viver. Tal contradição deve ser superada nos próximos anos, com o desenvolvimento de ações públicas que colaborem para um novo cenário de valorização da cultura e de seu papel no mundo. Novos caminhos de reflexão e prática a respeito do campo cultural devem ser abertos.

Os autores que enviaram seus livros e foram contemplados, serão contactados pela Editora da Ufba para trâmites da venda dos livros durante o evento.