Mesa discute economia criativa e desenvolvimento econômico

XII ENECULT 2016

Foto de Marco Antônio Correia

Texto de Rebeca Almeida

Nesta quinta-feira, 17, a mesa coordenada pelas professoras Cláudia Leitão (UECE) e Ana Flávia Machado (UFMG) trouxe a Economia Criativa como possibilidade o para o desenvolvimento, baseando-se na acepção de desenvolvimento utilizada pelo economista Celso Furtado. Foram convidadas para o encontro Bárbara Paglioto (UFMG) e Verlane Aragão (UFSE), que apresentaram seus capítulos para o livro Por um Brasil Criativo: significados, desafios e perspectivas da Economia Criativa Brasileira, principal destaque desta mesa. O evento, realizado no auditório do PAF III da UFBA, integrou a programação do XII Enecult – Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura.

O livro, organizado pelas professoras Cláudia Leitão e Ana Flávia Machado, foi distribuído no XII Enecult nesta quinta. “É um enorme prazer para nós estarmos aqui, divulgando no Enecult. Embora não seja um congresso que trabalha estreitamente com a economia criativa, desde de 2010, eu apresento textos que tratam desse tema. E Cláudia, há muito mais tempo, também integra o Enecult dessa forma”, afirmou a professora Ana Flávia.

No encontro, Bárbara Paglioto comentou o capítulo Economia Criativa: mediação entre cultura e desenvolvimento, escrito por ela e baseado em sua dissertação de mestrado em Economia pela UFMG, que abordou como a noção de desenvolvimento econômico passou para a de desenvolvimento humano e sustentável. “A minha dissertação parte da percepção da necessidade de discutir o conceito em si. Se não responder, já que está claro que não existe um consenso quanto ao que é Economia Criativa, pelo menos, problematizar esse conceito no campo da Cultura”, disse.

Já Verlane Aragão falou sobre o capítulo Uma economia política da cultura e da criatividade, escrito em parceria com os professores César Bolaño (UFS) e Ruy Sardinha Lopes (USP). Na ocasião, ela tratou do papel da Indústria Cultural como mediação entre o sistema (os estados e o capital) e o público. “É preciso compreender a Indústria Cultural para além da visão frankfurtiana desse conceito. Eu já compreendo essa definição trabalhada no interior da própria Economia Política da Comunicação e da Cultura”.

Cerca de 45 pessoas participaram da mesa, entre elas a professora Adriana Auzani, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - TFPR. “A mesa trouxe o conceito de desenvolvimento para além da Escola de Frankfurt, trouxe teóricos para além de Marx. Em outras mesas, eu ainda não tinha ouvido ninguém falar sobre o sujeito emancipado através da cultura”, afirmou.

O XII Enecult acontece até esta sexta-feira, 18, na UFBA (Campus Ondina). Confira todas as fotos do evento no flickr.