Sessão aborda religião, identidade e racismo no X ENECULT

Foto: Analú RibeiroA Sessão IV, do eixo Temático Cultura, Religião e Etnicidade, contou com a apresentação de três trabalhos  que abordaram  temas como racismo, religião e identidade. Jânio Roque Barros de Castro, especialista em Geografia Cultural pela Uneb, apresentou o trabalho As questões identitárias e Afro-baianidade: uma leitura sobre as peculiaridades da cidade de Salvador sob a ótica de Jorge Amado. Nesse trabalho, ele problematiza a identidade dentro da literatura de Jorge Amado, tentando explicar o que é identidade e os caminhos para sua abordagem.

A pesquisadora Lícia Oliveira Souza, da Universidade Federal Fluminense, apresentou o trabalho As relações entre Umbanda, Música e Território na Obra de Clementina de Jesus, Clara Nunes e Rita Ribeiro. Na sua fala, ela explica que seu trabalho conta como a religião acaba se tornando um espaço de resistência da memória e reforço das características da Umbanda, alcançados pelas pessoas através da música. O estudo também identifica as repercussões dessas músicas entre os umbandistas do Estado do Rio de Janeiro.

Maria José Lopes Pedra, da Uneb, apresentou o estudo Tecendo reflexões sobre racismo na peça de Anjo Negro de Nelson Rodrigues. Nesta pesquisa, ela falou como o racismo influencia as relações sociais. Na peça, o autor fala da discriminação racial e conta a história de amor e ódio entre um homem negro (Ismael) e uma mulher branca (Virginia) e discute como um negro discrimina o outro.

Sauanny de Oliveira Lima e Pablo Soares Pereira Costa, da Universidade Federal do Cariri (UFC), falaram da pesquisa Identidade e diferença: A marcha no combate a intolerância religiosa em Juazeiro do Norte. O estudo analisa a invisibilidade da marcha em Juazeiro, como ela é divulgada para a sociedade e qual a recepção dada pela população. Eles problematizam a invisibilidade das múltiplas identidades existentes na localidade e que tem na marcha uma grande precursora do reforço das multiculturalidades e do respeito e da liberdade religiosa.