Foto: Marco Queiroz
Texto: Naira Diniz
Pensar, discutir a formação universitária para patrimônio e seus desafios foi o objetivo do "Simpósio Cultura, memória e patrimônio cultural: desafios da contemporaneidade", ocorrido na manhã desta quinta-feira (14), às 08h30, no Auditório 1 do PAF V.
O evento, coordenado pelo professor José Roberto Severino (UFBA), contou com a presença dos expositores Janice Gonçalves (UDESC), Manuelina Maria Duarte Cândido (UFG), Antonio Otaviano Vieira Jr. (UFPA), Raquel Sena Venera (UNIVILLE); como mediadora, a professora Marcia Sant'Anna (UFBA), e como debatedores, Ana Gualberto (Koinonia), Carla Nogueira (Terreiro Bate Folha), Yuri Wanderley (Rede Anísio Teixeira), Ivana Bittencourt dos Santos Severino (AABA) e Mabel Meira Mota (AABA).
O foco do primeiro dia do simpósio foi o desafio da formação universitária, no que tange ao patrimônio e as deficiências existentes, que repercutem na patrimonialização, devido à ambiguidade entre patrimônio material e patrimônio integrado. Segundo a professora Manuelina, patrimônio integrado significa "pensar as vertentes de maneira integrada, seria uma integração de um patrimônio móvel e imóvel".
Nessa perspectiva, haveria uma transformação na ideia de patrimônio e envolveria a configuração dos museus, que passariam a ser, segundo a pesquisadora, "ferramenta de transformação social". A defesa da pesquisadora Marcia Sant'Anna é que os espaços museais precisam de um uso mais educativo. "O museu é instrumento de educação e contato com a sociedade, passando a ser um espaço sócio-educativo". Segundo a professora Janice, a noção de patrimônio exerce a função de agente transformador, pois, "falar de patrimônio é falar de valor", afirma.
Amanhã (15), será realizado o segundo dia do Simpósio Cultura, memória e patrimônio cultural: desafios da contemporaneidade, no auditório 1 do PAF V, a partir das 8h30.
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