Vestimenta da Irmandade da Boa Morte é discutida no GT de Patrimônios culturais e memória

Irmandade-da-Boa-Morte Foto: Reginaldo Pereira/AG.ATARDE

Fruto de um projeto de pesquisa realizado na Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), que vai se tornar livro, a professora Renata Pitombo (UFRB), que também faz parte do quadro docente do Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura / UFBA), compartilhou com o grupo algumas considerações importantes sobre o papel da vestimenta na Irmandade da Boa Morte.

Partindo do interesse em estudar a plasticidade e a visualidade das vestes das irmãs da Boa Morte, a pesquisa evidenciou o forte caráter identitário que as roupas e os acessórios possuem, sendo um forte aliado na construção de sentido cultural e pertencimento. Sua dimensão simbólica “reforça mitos e signos, e reestrutura valores e tradições”.

Renata ressaltou a força da Festa da Boa Morte, uma manifestação étnica e religiosa, que congregou de forma astuta as tradições de matriz africana com aspectos da cultura cristã. No momento da festa, a identidade das mulheres da Irmandade é revelada pelo visual, pela indumentária que as distingue, com uma rica “simbologia partilhada, aclimatada ao tempo presente”.

Sala: 203 – PAF III
Data: 13/09/13
Horário: das 16:30 às 18:00

Foto de capa: Fernando Vivas | Agência A Tarde 15.8.2008