Simpósio debate financiamento e fomento à cultura

Enecult_LizandraSantana_171115_42Foto de Liz Santana

Texto de Marcella Matos

Na manhã desta quinta-feira, 17, começaram as apresentações dos simpósios do XII Enecult. Um deles, coordenado pelo professor Albino Rubim (UFBA), foi o de Financiamento e Fomento à Cultura no Distrito Federal e nos Estados Brasileiros. O encontro aconteceu na UFBA (Campus Ondina) e reuniu como convidados Carlos Paiva (Secretaria do Governo da Bahia/UFBA), Fabiana Guimarães e Raiany Silva, ambas pesquisadoras da UFBA.

Logo no início do simpósio foi exposta a finalidade da pesquisa, cuja proposta possui caráter diagnóstico e dará uma visão sobre a problemática. A área não dispõe de informações factuais neste campo. Para Albino Rubim, o financiamento e fomento são apoiados nas leis de incentivo, que segundo ele não atendem a complexidade das manifestações culturais. “Cultura é um campo complexo e exige sistemas de financiamento e fomento que correspondam a essa complexidade”, destacou.

Carlos Paiva abordou o extrato real da questão, pois discutiu financiamento e fomento sob o ponto de vista de quem já trabalhou na Secretaria do Estado da Bahia. Por meio de pesquisa de dados, Paiva mostrou o panorama e realidade do modelo nacional de financiamento: cria distorções, concentração de recursos regionais, e não estimula as empresas a investir.

Ao longo da rodada de debates houve intensa participação do público presente, e foi apontada a importância da interlocução entre os agentes da área e a participação da comunidade cultural – com atividade de pressão social – na permanência e avanço das conquistas ao longo do âmbito democrático.

Nesta sexta-feira, 18, o simpósio terá prosseguimento no mesmo local, onde será retomado o debate, ênfase na contextualização regional.

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