Texto de Júlia Bernardi
Nessa quinta-feira, 17, o XII Enecult trouxe Pablo Ortellado (USP), Paulo Serra (Universidade da Beira Interior, de Portugal) e Felipe Altenfender (Fora do Eixo/Mídia Ninja) para participar do simpósio “Cultura e Política: ativismo e movimentos em rede”. O encontro foi coordenado por Renata Rocha (UFBA) e Alexandre Barbalho (UECE) e segue até esta sexta-feira, 18, na UFBA (Campus Ondina).
Segundo Renata, o simpósio busca promover um diálogo sobre a intensa mobilização que vem de vários setores da sociedade. “Temos que deixar de falar de cultura como se fosse só artes, só patrimônio. Falamos aqui da importância de considerar cultura em seu conceito antropológico, em que ela é modo de vida, que perpassa e é perpassado por todas as dimensões e pelo contexto atual”.
Enriquecido com perspectivas de pesquisadores vindos de todo o território nacional, Portugal e Cuba, o debate foi um compartilhamento de experiências ideias sobre o imaginário político e a mídia. “A leitura que a gente faz é que esse golpe representou o final de um ciclo ligado não só à política no Brasil, mas à esquerda na América Latina”, lamentou Felipe Altenfender sobre a onda de conservadorismo em ascensão, que vê como um contra-ataque às experiências progressistas da última década.
O segundo dia de “Cultura e Política: ativismo e movimentos em rede” terá um foco em questões de políticas culturais, e contará com a participação de Lívia Natalia (UFBA), Marcos Bulhões (Desvio Coletivo) e Thiago Mendonça (Coletivo Zagaia / Cia. do Terror).
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